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postheadericon Consultório na Rua: Mais de 700 pessoas já atendidas

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Há quatro anos atendendo a população em situação de rua em Niterói, o programa Consultório na Rua (CNR) contabiliza 700 pessoas cadastradas, que recebem atendimento médico especializado. As doenças mais detectadas pela equipe são transtornos mentais, doenças sexualmente transmissíveis, hepatites virais e tuberculose.

O consultório itinerante busca, semana a semana, mudar a história de centenas de pessoas. A jovem L., de 31 anos, foi encontrada em final de gestação, fazendo uso abusivo de drogas nas ruas. Agitada e em situação de abandono, foi levada pela equipe do consultório ao serviço de emergência do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba (HPJ). Na ocasião, como estava na 38ª semana de gestação, foi encaminhada para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), que dispõe de maternidade com atendimento para bebês de alto risco. Acolhida e tratada, deu à luz um menino pouco tempo depois.

O programa, que faz parte do Médico de Família, atende às necessidades de saúde da população em situação de rua, com cuidado inclusive aos usuários de álcool e drogas. Os pacientes são abordados pela equipe do CNR, cadastrados e depois atendidos. Cada situação é encaminhada de acordo com as necessidades e possibilidades do usuário naquele momento. Quando há indicação de internação para tuberculose, por exemplo, o paciente vai para o Hospital Estadual Ary Parreiras, que oferece atendimento especializado para o paciente internado.

Os usuários de drogas, por sua vez, são encaminhados para atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) Álcool e Drogas, onde tem acompanhamento para lidar com o vício. É o caso de R.C., 54 anos. Mas nem todos são usuários. Alguns foram parar na rua por desavença com a família. Morador do Terminal Rodoviário, ele é bombeiro hidráulico e fez questão de soletrar o sobrenome austríaco para a equipe médica, durante ação na semana passada. Desavenças em família fizeram com que o paulista da capital deixasse mulher e filho para trás e viesse para Niterói. Ele conta que tentou se reaproximar dos familiares algumas vezes, mas os parentes não quiseram revê-lo. Desempregado, foi atendido pelo CNR e recebeu roupas e um kit de higiene pessoal.


 
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