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postheadericon FMS capacita profissionais para lidar com tentativas de suicídio

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Ciente da problemática das pessoas que atentam contra a própria vida, a Coordenação de Saúde Mental da Fundação Municipal de Saúde (FMS) organizou um Workshop de Manejo do Comportamento Suicida na sexta-feira (05/07), no auditório da Prefeitura de Niterói, convidando profissionais de saúde da rede pública para se capacitarem e assim oferecerem o acolhimento necessário para os pacientes acometidos por transtornos mentais.


No trato com este paciente existem algumas frases de alerta que o profissional deve estar antenado para responder da melhor forma, como “eu não aguento mais” ou “estou cansado da vida”. O indicado é que o usuário que apresentar essa fragilidade emocional tenha suas queixas escutadas pelo profissional da unidade com atenção, afeto e sem interrupção, e que seja encaminhado para os dispositivos especializados com psicólogos e psiquiatras da rede. “Os Módulos de Médico de Família estão articulados para referenciar essa demanda. E os ambulatórios nas Policlínicas e os Centro de Atenção Psicossocial estão disponíveis para o tratamento adequado”, afirmou o coordenador da Saúde Mental, Carlos Castro.


O workshop foi ministrado pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEReSP) através da sua coordenadora Dayse Miranda e da psicóloga especialista em saúde do trabalhador Lidiane Raposo. Segundo Carlos Castro, a ação é um pontapé inicial para um curso de capacitação de 3 meses que está sendo elaborado e que vai envolver ainda mais servidores e aprofundar o tema. Com a ampliação dessa formação, a intenção é formular um Plano Municipal de Prevenção ao Suicídio, que vai nortear o atendimento destes casis.


Na apresentação de Dayse foi apresentado com a rede de saúde deve lidar com o suicídio em seu cotidiano, os mitos e verdades sobre o tema, conceituações gerais e dados sobre o problema a nível nacional e mundial. A questão da automutilação, muito comum nos adolescentes, também foi tratada. “É muito importante Niterói ter aberto esse diálogo com os profissionais e de criar cursos e programas na preocupação da prevenção desse grave problema”, ressaltou.


“Não se pode banalizar a dor emocional de ninguém. A aproximação com a pessoa que está angustiada não pode ser tratada como trivial, com inferioridade ou respondida genericamente com um “tudo vai ficar bem””, afirmou Lidiane em sua apresentação, ao alertar para os sinais que a pessoa pode dar como as ideias suicidas, possíveis planos, datas marcantes negativamente na vida pessoa, e lugares com fáceis acessos para o ato. Além de toda assistência psicossocial, impedir que a pessoa fique sozinha e ter acesso a esses locais letais é primordial para evitar que os casos se concretizem.


Após a exposição, foi realizado uma dinâmica com 4 grupos entre os participantes que receberam estudos de casos sobre pacientes da Saúde Mental para o debate das melhores maneiras de serem tratados. Em um dos casos, uma adolescente de 12 anos tentou suicídio após problemas familiares e no outro, um senhor acabou sendo aposentado obrigatoriamente e se via sozinho e recorria ao álcool. Em comum, o que foi sugerido é que os profissionais de saúde devem sempre conversar com a família, de entender todo o contexto daquele paciente e de incentivar nele a criação de vínculos e ocupações.


CVV também ajuda - Além das unidades presenciais da Saúde Mental do município, desde 2017, a ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) recebe ligações gratuitas, através do número 188, para conselhos e acolhimento por telefone para todos aqueles que passam por momentos de angústia e depressão.

 

 


 
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