
Antecipando o Dia das Crianças no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, na quarta-feira (7), a unidade fez uma comemoração pela data sem prejudicar seu atendimento rotineiro — considerado referência na atenção pediátrica no Rio de Janeiro. Muito pelo contrário, foram aplicadas cores, alegrias e muitos sorrisos no intervalo dos atendimentos.
A ação contou com a participação da equipe do Arte & Cia (@artcia_eventos), oferecendo pintura em tinta guache atóxica, balões em forma de animais e distribuição de pipoca.
Além disso, os “personagens vivos” Mickey e Minnie Mouse percorreram todo o hospital distribuindo abraços e alegrando os presentes. Do outro lado, os Doutores da Alegria realizavam sua habitual presença nesta mesma construção de alegria dentro do hospital.
“A criança fica mais à vontade, quebrando resistência e tabus em relação ao atendimento. Assim, o tratamento fica mais humanizado e a consulta, mais divertida, dinâmica e menos tensa”, elogiou Dayse Alves, mãe de Lauvinia Alves.
Nesta mesma linha, o pai Gabriel Leandro, que acompanhava seu filho Asaph Luccas, comentou: “Eventos assim são muito importantes, trazem alegria ao hospital, quebrando o clima e os protocolos. As crianças vão para a consulta de outra forma, de um jeito mais leve”, parabenizou.
O grupo Arte & Cia já trabalhava para outras secretarias da Prefeitura de Niterói. Marina Muniz, que atua na empresa há 15 anos, afirmou que agora ir para a saúde é um diferencial: “Passamos por muitas crianças que são atípicas, o que demanda todo um cuidado especial, como, por exemplo, o uso da tinta sem corante”.
O médico Alexandre Galvão, coordenador da emergência, arriscou fazer os balões em formato de desenho: um cachorrinho e uma espada.
Segundo a diretora do hospital, Juliènne Martins, essas celebrações são essenciais para o bem-estar de todo o hospital. “Não somos só um espaço que envolve doença. O brincar faz parte do desenvolvimento da criança — então, essa atividade lúdica envolvendo o brincar está em sintonia com a própria recuperação em saúde”, afirmou.
Ela lembra que temos, durante todo o ano, o programa da Pedagogia Hospitalar (que garante ensino para quem está distante das escolas); brinquedos terapêuticos; painéis sensoriais; polvos em crochê para recém-nascidos — simulando o cordão umbilical —, além da presença superespecial dos Doutores da Alegria, que enchem o hospital de alegria.
“Trabalhar o brincar da infância é superimportante para o desenvolvimento da criança. A assistência em si está em paralelo com essas atividades mais lúdicas”, conclui a diretora.
Foto: Aline Ribeiro