Nesta terça-feira (22/09), foi realizada mais uma etapa do Projeto Capitão da Segurança. O projeto visa promover a cultura da qualidade dos serviços e a segurança do paciente no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho.

O projeto tem como objetivo formar profissionais multiplicadores, capazes de apoiar a disseminação de boas práticas assistenciais, estimular a aprendizagem entre as equipes, incentivar o compromisso coletivo com a segurança do paciente e promover a melhoria contínua dos processos de trabalho.

O Núcleo de Segurança do Paciente do hospital é a comissão organizadora do projeto. Integram a comissão a infectopediatra Sabrina Barreiro, a RT de enfermagem Marcela Alpino, a enfermeira da Qualidade Janiciene Silva, a enfermeira Mayra Leite e a RT de farmácia Joyce do Carmo.

No processo de seleção dos capitães, 23 colaboradores de diversas áreas, como portaria, almoxarifado, fisioterapia e UTI, entre outras, inscreveram-se e participaram de um treinamento antes da diplomação como Capitães da Segurança. A proposta é que esses colaboradores atuem in loco para identificar fragilidades, divulguem as metas de segurança do paciente e contribuam para a melhoria do cuidado aos pacientes e seus familiares, pois estão mais próximos da assistência e conseguem identificar melhor as oportunidades de melhoria.

“Tudo o que é definido em relação à segurança do paciente é construído por nós. Cada um aqui tem o seu papel dentro da sua atividade. A segurança acontece no ponto do cuidado: é quando higienizamos as mãos, quando conferimos a pulseira do paciente para verificar se é a pessoa correta para receber uma medicação ou quando percebemos qualquer outro risco antes que aconteça. Por isso, precisamos de vocês”, comentou Janiciene Silva.

Os participantes desse projeto serão apoiadores e fornecerão informações para que a governança (direção) tenha subsídios para estabelecer estratégias em conjunto. Dessa forma, o Núcleo de Segurança do Paciente poderá organizar e facilitar mudanças positivas, que serão executadas pelos gestores dos setores.

Uma das capitãs certificadas hoje é Andreia Fausto, fisioterapeuta, que já entendeu o papel do voluntário: “É importante a união das categorias em prol de um objetivo maior, que é o bem dos pacientes. Eu, como fisioterapeuta, não tenho a função de verificar a validade de um equipo, por exemplo, mas, se observo que está vencido, tenho a obrigação de avisar à equipe de enfermagem. Não é um problema só da enfermagem; é de todos nós. É uma responsabilidade de todos”, observou.

Os Capitães da Segurança não terão o papel de punir nem de auditar, não resolverão tudo sozinhos e não substituirão as atribuições da gestão. Eles observarão e escutarão, além de inspirar, apoiar, comunicar e reconhecer as boas práticas. Receberam um convite para somar esforços e fazer com que o Getulinho seja um local mais seguro para os usuários. Não se trata de mais uma tarefa, mas de fazer a diferença e estimular boas práticas. Ser capitão não significa fazer ou saber tudo, mas identificar as necessidades e buscar as pessoas que devem ser envolvidas na melhoria.

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